Fonte: http://www.ejrworldlearning.com.br/clientes/sgcead/
referenciasemead/textos/livro3/index.htm (pesquisa realizada em março/2003)


Ser ou não ser interativo

Rosana de Fátima Dias



Graduada em Administração de Empresas pela UFMG, pós-graduada em Análise de Sistemas, Analista de Sistemas da Cia de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais - Prodemge , Mestranda em Engenharia da Produção da UFSC.

Resumo

Ser interativo apresenta-se hoje como uma característica que agregada a um produto ou solução incrementa seus valores. Interação e interatividade são expressões usadas de forma indiscriminada para qualificar ambientes, principalmente na área tecnológica. A proposta deste trabalho é apresentar um estudo a respeito do significado e abrangência destes conceitos e tentar contextualizá-los no panorama atual mostrando sua aplicabilidade e seu papel na área educacional. Palavras-chave: interatividade, interação, interface, multimídia , educação

Abstract

To be interactive is presented today as feature that added to a product or solution develops its values. Interaction is a used expression of indiscriminate form to characterize environments in the technological area mainly. The proposal of this work is to present a study regarding the meaning and the reach of this concept and to try to show the context its in the current view showing to its applicability and its paper in the educational area. Keywords: interaction, interface, multimedia, education

1. Introdução

O acesso aos ambientes criados pelo homem são caracterizados pelos diferentes níveis de liberdade ou controle, através dos quais é possível explorar, expressar e comunicar idéias. Alguns ambientes são totalmente abertos possibilitando a seus usuários livre e total acesso, outros apresentam restrições mantendo distâncias operacionais. Alguns são reconfiguráveis, assumindo a forma aplicada a eles, outros não permitem alteração de sua estrutura.

As pessoas de acordo com suas vivências e conhecimentos apresentam variações em suas formas de agir em relação aos ambientes sociais, físicos e mentais que as cercam. Neste processo elas se relacionam e regulam suas trocas com o mundo externo, reconfigurando seu interior. Através do contato com um ambiente que permita reconfigurações, os usuários acabam por fazer construções que representam suas próprias atividades

O avanço tecnológico dos dias atuais invadiu o cotidiano das pessoas alterando principalmente as relações sociais entre elas. Através do computador que aos poucos está deixando de ser apenas uma ferramenta doméstica e profissional, elas estão se relacionando por motivos variados, inseridas em ambientes diversificados onde não existe mais limites de tempo e espaço. Neste universo, denominado ciberespaço a comunicação é mediada por máquinas possibilitando os contatos entre seus usuários. Baseados em suas concepções, estes usuários interferem no ambiente ou são orientadas por ele provocando ações mútuas, através de um conceito denominado interatividade.

Muitas vezes o termo interativo é associado a um processo de comunicação entre os sujeitos de uma ação. Outras vezes interativo passa a ser uma característica de um processo que além da possibilidade de comunicação proporciona um ambiente atrativo capaz de facilitar e encantar os usuários que o acessam.

Mas é possível perceber que ser interativo, de qualquer forma, significa apresentar inúmeras vantagens em relação ao que não é interativo, e em função disto, esta característica é explorada como qualidade de marketing nas propostas de negócios e na apresentação de produtos.
Mas como saber se um produto é realmente interativo ou não? O que significam estes termos no panorama atual? Até que ponto a interatividade tem influência nos processos educacionais contemporâneos?

2. Entendendo a interatividade

A interatividade é um conceito voltado para a comunicação, e esteve sempre presente na vida do homem a partir dos relacionamentos estabelecidos com os diversos ambientes em que ele está inserido. As interações podem ser estabelecidas com outros objetos, com outras pessoas que apresentam intenções e objetivos próprios e com as próprias atividades, transformadas em objetos passíveis de serem operados. A interatividade se diversifica em níveis e patamares diferentes de acordo com os múltiplos ambientes e as formas de se relacionar com eles. Assim, pode-se identificar diversas formas de interação como homem-máquina, homem-homem, homem-técnica etc.. A interação homem-técnica é uma atividade que aconteceu em todas as etapas da civilização. No contexto atual, esta interação não acontece apenas direcionada a objetos (homem-computador ), mas ocorre principalmente orientada para a criação de processos baseados na gestão das informações. Isto se deve à evolução da tecnologia que aliada aos modernos processos de comunicação possibilitou a disseminação de um manancial de informações capaz de proporcionar facilidades na obtenção de conhecimentos. A facilidade de acesso a este acervo recebeu um significativo impulso procedente do avanço de recursos como a multimídia e a web.

Por estar contextualizada neste ambiente abrangente interatividade passou a ser uma expressão que atualmente apresenta significados múltiplos. Muitas vezes esta expressão é associada e confundida com os significados de multimídia e interface recursos tecnológicos bastante explorados nos ambientes computacionais. Para que estes termos sejam melhor entendidos é preciso antes de mais nada definir seus limites de atuação dentro do panorama tecnológico atual, contextualizando-os e esclarecendo os conceitos que as cercam.

2.1. Interatividade

Interação designa a ação entre entes (inter - ação = ação entre) o que define uma relação entre dois agentes. Assim, interagir é agir mutuamente. Porém, muito do que se tem classificado como interativo é na verdade apenas reativo.

A interatividade pode ser definida como uma atividade mútua e simultânea da parte de dois agentes, normalmente trabalhando em direção a um mesmo objetivo podendo provocar mudanças comportamentais entre eles. Com relação a este conceito, pode-se acrescentar a característica da bidirecionalidade do processo, onde o fluxo se dá em duas direções e os agentes (emissor e receptor) dialogam entre si durante a construção da mensagem.

Há ainda um pouco de confusão entre tecnologias interativas , que permitem interações e processos interativos. Uma tecnologia pode ser interativa como um mail, um telefone, através dos quais é possível estabelecer o intercâmbio ou contato entre emissor e receptor. Mas, a comunicação realizada entre os sujeitos que utilizam a tecnologia pode não representar um processo interativo , ou seja, pode não apresentar resultados que estabeleçam um processo de comunicação efetivo de forma simultânea.

Um sistema pode ser considerado interativo quando apresenta determinadas características como permitir que os participantes atuem quando bem entenderem, que eles possam obter respostas que não estejam disponíveis em um determinado momento, e que não sejam direcionados, pois a inexistência de um padrão pré-determinado possibilita maior liberdade.

2.2. Interfaces

O conceito de interfaces está relacionado ao estabelecimento de contatos entre meios heterogêneos. Uma interface homem/máquina, designa todo o conjunto de aparelhos materiais que permite a comunicação entre um sistema de informações e seu usuário humano.

Com o desenvolvimento das interfaces, a relação homem-máquina vem se transformando e agregando cada vez mais elementos gráficos e sonoros.

Muitas vezes este conceito é confundido com interatividade principalmente quando faz referência aos processos transformadores necessários ao sucesso de uma transmissão.

Para Lévy "a interface contribui para definir o modo de captura da informação oferecido aos atores da comunicação. Ela abre, fecha e orienta os domínios de significação, de utilizações possíveis de uma mídia. ". (Lévy, pág. 180).

2.3. Multimídia

Pode-se entender a multimídia como toda maneira de passar uma informação usando de duas ou mais mídias como som, imagens, textos, etc . O termo multimídia surgiu para explicar esta nova forma de se comunicar, e posteriormente passou a ser referenciado como multimídia interativa para poder ser diferenciado de mídias como a TV que também trabalha com som, imagens, etc mas pode não ser interativa.

3. A interatividade e o computador

No contexto das tecnologias computacionais o termo interatividade é bastante explorado. Mas até que ponto o relacionamento usuário-computador pode ser de fato uma ação interativa?

O computador é uma máquina "burra" que funciona a partir de impulsos eletrônicos. Para organizar suas tarefas e estabelecer um processo de comunicação (entrada/saída) com o usuário foram disponibilizados conjuntos de instruções codificadas que receberam a denominação de software. É através de um software que o homem pode se comunicar com a máquina. Desta forma o computador passa a exercer apenas o papel de agente, quem interage com o usuário na verdade é o software através de suas interfaces que vão estabelecer o grau de interatividade usuário-computador . Na maioria das vezes as interfaces são construídas de forma direcionada limitando a liberdade dos usuários e os movimentos interativos . Elas atuam como um fenômeno de ação-reação - processo mecânico e automatizado, onde certas ações são meras reações impostas pelo software.

No entanto as relações sociais do mundo contemporâneo têm provocado mudanças nos processos de comunicação tornando os usuários mais exigentes e participativos. Em função disto as interfaces gráficas têm passado por evoluções atuando cada vez mais como mediadoras entre usuários e máquinas criando um contexto para a interação através da manipulação direta da informação e possibilitando usuários liberdade de escolha e manifestação, promovendo desta forma um meio efetivo de comunicação.

A multiplicação tecnológica de novas interfaces e princípios interativos, está fazendo com que o uso do computador seja cada vez mais disseminado, provocando mudanças nas diversas estruturas que compõem a sociedade atual.

Hoje, as diversas tecnologias e ferramentas disponíveis como a web, a multimídia, possibilitam maiores possibilidades da interatividade computacional. Esta interatividade é manifestada em vários níveis onde pode-se perceber interações entre computadores-computadores, usuários-computadores, , usuários-interfaces, usuários-aplicativos etc..

4. Aprendendo interativamente

Atualmente, o conhecimento passou a ser entendido não mais como uma mercadoria a ser transmitida de uma pessoa para outra emitido de um lado, codificado e armazenado de outro. O estudante deve criar, construir, exercitar sua curiosidade pois quanto mais ativo e participante do processo de aquisição de um conhecimento, mais irá integrar e reter aquilo que aprender.

Para Freire, "o exercício da curiosidade convoca a imaginação , a intuição, as emoções, a capacidade de conjecturar, de comparar, na busca da perfilização do objeto ou do achado de sua razão de ser." (Freire, pág.98). E para que isto ocorra da melhor forma possível é necessário que o aprendiz tenha condições de interagir com os ambientes cognitivos. As interações ocorridas em ambientes educacionais prevêem relacionamentos entre aluno/interfaces, aluno/conteúdo, aluno/professor, aluno/aluno.

A introdução das novas tecnologias nas instituições de ensino, tem se apresentado como facilitadora nas propostas contemporâneas de obtenção de aprendizagem.

Freire observa que , " nunca fui ingênuo apreciador da tecnologia: não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro. Por isso mesmo sempre estive em paz para lidar com ela. Não tenho dúvidas nenhuma do enorme potencial de estímulos e desafios à curiosidade que a tecnologia põe a serviço das crianças e adolescentes..."(Freire, 97).

As técnicas e processos interativos aplicados no campo educacional estão gerando diferenças de aprendizagem em relação aos métodos convencionais. Isto é melhor observado através da possibilidade de se obter instantaneidade nas respostas, a troca imediata de informações e a possibilidade de se virtualizar-atualizar em um tempo mínimo. Ao entrar em contato com uma diversidade de pessoas que debatem os mais variados temas, as chances de se expandir o conhecimento, a criação e a imaginação é muito maior e pode acontecer em tempo real.

A educação presencial também pode ser modificada com as redes eletrônicas e a educação continuada é facilitada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessadas tanto em tempo real como assincronamente.

A Internet é um recurso que através de suas características apresenta alto potencial de interatividade no campo educacional. . É uma ferramenta capaz de abrir novos caminhos onde o aluno aumenta as conexões lingüísticas, (interage com textos, imagens, narrativas etc..), as geográficas (desloca-se continuamente em diferentes espaços, culturas e tempos) e interpessoais (comunica-se e conhece pessoas próximas e distantes, de diferentes faixas etárias e conhecimentos). Nela o aluno pode desenvolver a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em grupo, a troca de resultados. A Internet ajuda a desenvolver a intuição (informações vão sendo descobertas por acerto e erro, por conexões "escondidas"), a flexibilidade mental (das sequências são imprevisíveis, abertas), a adaptação a ritmos diferentes (permite a pesquisa individual, em que cada aluno vai no seu próprio ritmo e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa).

Algumas das características da Internet a tornam uma novidade única na história das comunicações. Ela é uma forma de comunicação rápida que permite o transporte de grandes quantidades de informação, com completa liberdade quanto ao tipo e formato, como também permite que a comunicação possa ser feita simultaneamente nos dois sentidos, em modo ``full duplex'', permitindo uma completa interatividade entre os participantes.

Outro resultado comum à maior parte dos projetos na Internet confirma a riqueza de interações que surgem, os contatos virtuais, as amizades, as trocas constantes com outros colegas, tanto por parte de professores como dos alunos.

Para Gardner, "os projetos oferecem uma oportunidade para os alunos se comunicarem com uma audiência mais ampla, com os colegas em esforços colaborativos, com os professores e outros adultos, e com eles mesmos. As vezes, a comunicação é bastante clara , como num desempenho teatral ou musical, mas mesmo num projeto de ciências ou história realizado em computador, o aluno precisa comunicar seus achados com habilidade e esse processo é diferente de realizar o experimento ou a pesquisa bibliográfica." (Gardner, pág.102)."

Piaget mostra, que o verdadeiro diálogo instaura-se quando a criança dá-se conta da perspectiva do outro. A discussão é conduzida, então, pelo desejo de escutar e de compreender o interlocutor (Maurice-Naville, Danielle, Montangero Jacques, pág.121).

A interação bem sucedida aumenta a aprendizagem. Mas os computadores por si só não possuem características interativas e transformadoras. A forma como são utilizados é que determina se sua função será de estímulo à criatividade, de transmissor de informações, de incentivador de novas formas de sociabilidade, de desenvolvedor de habilidades cognitivas e cooperativas, ou ainda, de um agente interativo capaz de provocar mudanças comportamentais.

Hoje em dia é bem aceita a idéia de que tanto as atividades práticas quanto a interatividade sejam essenciais ao aprendizado o que não determina no entanto a garantia de um aprendizado construtivo. O tipo de controle ou iniciativas apresentadas por um aprendiz, assim como a natureza do retorno obtido é que determinam a natureza de uma experiência de aprendizado. Em função disto, no momento da construção de um software interativo é preciso medir até quanto de conhecimento é necessário disponibilizar e até quanto é necessário deixar o usuário descobrir. Não é interessante abordar um assunto de forma completa não deixando brechas para descobertas o que provoca a perda de interesse em relação a ele.

As atividades práticas sem o raciocínio são insuficientes. A prática com raciocínio permanece também limitada se não for acompanhada pela habilidade de reproduzir, um evento. As pessoas constróem e reconstroem seus mundos através da interação direta descrevendo o que acontece a elas. A habilidade de reproduzir uma experiência vivida por alguém num mundo imaginário tem um papel importante no aprendizado interativo pois muitas vezes o real nem sempre é o melhor. A interatividade é importante não porque permite a manipulação direta dos objetos reais, mas porque adota a construção de modelos nos quais uma idéia (pensamento e ação) pode ser levada adiante ou simulada num mundo imaginário onde a realidade virtual apresenta-se como um bom exemplo.

Outros recursos tecnológicos também permitem explorar a interatividade no que se refere aos aspectos educacionais. A vídeo-aula apesar de ser atraente é um meio que permite menos interação com o professor pois depois de pronta fica impossível alterá-la. A teleconferência possibilita a interação através do telefone, fax ou e-mail, a videoconferência é o recurso que mais se aproxima da sala de aula tradicional.

Pode-se ainda complementar o processo interativo educacional através da interação aluno-aluno considerada a mais rica experiência em sala de aula.

5. Conclusão

A interatividade é uma característica relevante no atual contexto tecnológico. Associada à comunicação, seu significado tem origem na possibilidade de se estabelecer um relacionamento simultâneo entre o homem e os diversos ambientes que o cercam provocando reconfigurações mútuas. A interatividade pode ser determinada sob vários aspectos de relacionamentos. Atualmente, o avanço da tecnologia e da comunicação deram maior vida a este conceito fazendo com que ele passasse a ser usado de forma indiscriminada, livre, mantendo relação pouco estreita com a verdadeira acepção do termo. Interatividade passa a se usada mais como um apelo de venda do que como um vocábulo descritivo da relação assumindo várias vezes significados incorretos, confundindo-se com outros elementos tecnológicos como interface e multimídia.

Entendendo a interatividade como um processo simultâneo entre dois agentes em direção a um mesmo objetivo, capaz de provocar mudanças comportamentais entre estes agentes, fica fácil enxergar sua importância dentro do contexto atual. O computador, agente fundamental nas relações sociais contemporâneas têm permitido o estabelecimento de interações múltiplas identificadas pelos relacionamentos homem-máquina , máquina-máquina. homem- técnica etc.. Mas , o processo de interação usuário-computador é construído principalmente pela utilização das interfaces apresentadas nos softwares. E para que esta interação aconteça da melhor maneira possível é necessário que a construção destas interfaces sejam aprimoradas, trabalhadas de forma a proporcionar maior poder de diálogo, instantaneidade de respostas e alterações nos comportamentos dos agentes envolvidos.

Estas características por certo, irão fazer da interatividade um processo cada vez mais almejado na construção de relacionamentos. A educação, segmento onde este conceito tem sido explorado de forma significativa reconhece que a interatividade facilita a aprendizagem . Neste setor, os diversos recursos tecnológicos como as interfaces, a multimídia , a web, têm sido utilizados de forma a facilitar cada vez mais as práticas interativas.

Mas é necessário observar que os processos interativos só apresentarão resultados positivos se estiverem integrados em um contexto estrutural de mudanças diante da vida, do mundo, dos indivíduos de forma aberta e participativa. Integrar é a palavra chave , integrar o humano, o tecnológico, através de relacionamentos capazes de regular as trocas e reconfigurar tanto o mundo interior quanto exterior.

Em razão disto Lévy afirma que "nossa mente é a melhor tecnologia, infinitamente superior em complexidade ao melhor computador, porque pensa, relaciona, sente, intui e pode surpreender. Faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicar-nos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas fechadas, desconfiadas, utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias mas nas nossas mentes. "(Lévy, pág.)

6. Bibliografia

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